Síndrome mielodisplásica

A síndrome mielodisplásica ou SMD, é um grupo heterogêneo de doenças, que são originadas no microambiente da medula óssea, a partir de uma mutação das células tronco (stem cell), o que leva a uma desorganização da sinalização intracelular, resultando em um aumento da morte dessas células.

Dessa forma, as células sanguíneas são ineficazes e defeituosas, que chamamos de displásicas.

Essas células com defeitos duram menos tempo, então o paciente apresenta a falta dessa célula (citopenia) no hemograma: anemia/leucopenia/plaquetopenia, que pode ser única ou múltipla.

Esse defeito pode ser sem causa aparente, que chamamos de novo (as vezes pode estar relacionado a radiação ou benzeno) ou ser secundária a quimioterapia ou radioterapia prévia.

Avaliamos na doença o risco de transformação para leucemia: pelo número de células imaturas na medula/sangue (chamado blasto), pelo tipo de anormalidade cromossómica no exame de cariótipo (ou citogenética), número e gravidade das citopenias. Com isso temos o índice prognóstico internacional revisado (IPSS-R) que pode ser dividido em:

Muito Baixo 8,8 anos
Baixo 5,3 anos
Intermediário 3,0 anos
Alto 1,6 anos
Muito Alto 0,8 anos

O tratamento é baseado nos sintomas e no risco de transformação para leucemia. Pode incluir quimioterapia com agentes hipometilantes ou transplante de medula óssea se disponível.

Publicado por Fernanda Santos

Médica hematologista, formada pela Faculdade de Medicina da USP em 1999, Residência em Clinica Médica de 2000 a 2002, Residência em Hematologia e Hemoterapia de 2002 a 2004.

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