Mieloma Múltiplo

Nesse artigo vamos discutir um pouco sobre tratamento desta patologia, principalmente qualidade de vida e toxicidade um desafio em populações especiais.

Na busca de aumentar a eficácia e diminuir a toxicidade este trabalho de fase 2 buscou um regime que incorpore agentes novos  e equilibre a eficácia com a toxicidade em pacientes com mieloma múltiplo (MM) inelegível para transplante. O estudo avaliou a lenalidomida ‐ bortezomibe ‐ dexametasona (RVD lite) nessa população. O objetivo principal foi avaliar a taxa de resposta global e os objetivos secundários incluíram segurança, sobrevida livre de progressão e sobrevida global.  A idade mediana no início do estudo foi de 73 anos (variação de 65 a 91). A resposta global foi de 86% e 66% dos pacientes obtiveram uma resposta parcial muito boa ou melhor. Neuropatia periférica foi relatada em 31 (62%) pacientes com apenas 1 paciente apresentando sintomas de grau 3. O estudo conclui que  RVD Lite é um regime bem tolerado e altamente eficaz, na população de MM inelegível para transplante.

neste trabalho   o foco era análise de qualidade de vida comparando tratamento intensivo  e não intensivo em quatro randomizações.  Os questionários de qualidade de vida (QV) da Organização Européia para Pesquisa e Tratamento do Câncer (EORTC), QLQ-C30 e QLQ-MY24 foram administrados no início do estudo, 3, 6 e 12 meses e anualmente a partir de então, permitindo avaliar o efeito do tratamento sequencial. O protocolo especificou quatro subescalas de interesse: Dor, Fadiga, Estado de Saúde Global / Qualidade de Vida e Funcionamento Físico aos 3, 6 e 12 meses que foram comparados usando modelos lineares. A via intensiva mostrou diferenças significativas da quimioterapia mais leve para Fadiga aos 3 meses e do funcionamento Físico aos 12 meses. A via não intensiva e a fase de manutenção relataram diferenças significativas aos 3 meses; Dor (melhor com quimioterapia atenuada) e estado de saúde global / qualidade de vida (melhor com observação).

Opinião: É importante analisar qual a melhor escolha terapêutica,  não só na qualidade de resposta como na menor toxicidade para o paciente. Mantendo qualidade de vida com menor progressão.

 

Autor: Fernanda Santos

Médica hematologista, formada pela Faculdade de Medicina da USP em 1999, Residência em Clinica Médica de 2000 a 2002, Residência em Hematologia e Hemoterapia de 2002 a 2004.

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