Mieloma múltiplo e qualidade de vida

Este artigo fala sobre qualidade de vida e mieloma múltiplo:

“1822 (92 49%) destes foram incluídos no subestudo de qualidade de vida. O progresso dos pacientes através do subestudo é mostrado para os 1819 participantes na primeira randomização (N = 1061 de via intensiva, N = 758 não-intensiva) e para os 751 pacientes em randomização de manutenção.

O estudo do Mieloma IX avaliou o uso de um agente imunomodulador (como tratamento de indução e manutenção), ácido zoledrônico e alta dose de terapia com transplante autologo e mostrou uma série de resultados clínicos positivos com melhor resposta geral, sobrevida livre de progressão (PFS) e sobrevida global (OS). A análise neste relatório demonstrou que estas melhorias não têm custado diminuições clinicamente relevantes na HR-QoL relatada pelo paciente a curto prazo (durante o tratamento inicial) ou a longo prazo (durante o tratamento de manutenção e acompanhamento subseqüente).

Uma limitação em todos os estudos de HR-QoL tem sido a alta proporção de dados perdidos. Embora os questionários devolvidos estivessem em grande parte completos, havia um número substancial de questionários faltando em cada ponto de tempo, sendo que o questionário de linha de base apresentava a pior taxa de retorno. Para evitar a exclusão de uma grande proporção de dados de pacientes em pontos de tempo posteriores, o MICE foi implementado para imputar quaisquer respostas ausentes ou medições de linha de base.”

Opinião: é muito importante que nossos tratamentos além de levar a uma maior porcentagem de sobrevida global também mantenham a qualidade de vida e por isso os dados dessa subanalise são de grande valor 

 

Mieloma Múltiplo

O mieloma múltiplo é uma doença dos plasmócitos, que é uma célula da medula óssea da família dos linfócitos que produzem as imunoglobulinas:

Imagem

 

Por uma mutação ocorre uma falha no mecanismo de defesa e uma proliferação dessas células na medula óssea. Isso pode levar a um aumento das imunoglobulinas no sangue e sintomas por ocupação da medula por outra células (como a anemia, leucopenia e plaquetopenia). Essa célula também produz o fator de ativação de osteoclastos levando a lesões ósseas e a possíveis fraturas.

A suspeita clínica se dá nos casos de anemia, fraturas e lesão renal (já que a imunoglobulina se deposita no rim causando uma insuficiência renal, esta é potencialmente reversível)

O diagnóstico é feito atraves de dosagem de imunoglobulinas e determinação de clonalidade, pela eletroforese de proteinas com pico monoclonal. Também temos que fazer uma avaliação medular atraves do mielograma e da biópsia de medula óssea.

Atualmente temos utilizado a o cariótipo para avaliar presença de mutações de mal prognóstico e o fish para mieloma (essa é uma tecnica recente que estuda as principais mutações  atraves de ampliação genética e define a agressividade da doença

Imagem

O nome do mieloma vem com a imunofixação que define a imunoglobulina envolvida e se é cadeia kappa ou lambda. 

Depois de diagnosticado definimos a necessidade de tratamento, usualmente com quimioterapia. Nas lesões ósseas podemos associar radioterapia. O transplante de medula óssea autólogo é parte do tratamento dos pacientes sem contra indicação ao procedimento.